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Comércio
Exterior Sul-africano Acesso ao Mercado Os controles cambiais são administrados
pelo Departamento de Controle Cambial do Banco Central Sul-Africano (SARB)
e por intermédio de bancos comerciais autorizados a efetuar operações
com divisas. Todas as transações comerciais internacionais
têm que ser contabilizadas por esses "operadores de câmbio
autorizados". Regime de Importação A maioria das mercadorias pode ser importada
sem restrições, porém os exportadores devem certificar-se
previamente se o seu produto pode ser internado no país, pois alguns
estão sujeitos a licença de importação. É
o caso dos peixes, material usado, produtos petrolíferos, armas
e munições e produtos químicos radioativos. Existem,
ainda, as importações proibidas: drogas, narcóticos,
explosivos e fogos de artifício. Tarifas aduaneiras A África do Sul foi parte contratante
do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio (GATT) e é membro
da Organização Mundial do Comércio. O país
obedece ao Sistema Harmonizado (SH) de classificação de
mercadorias. Valoração aduaneira O valor das mercadorias importadas e sujeitas
a direitos aduaneiros pela África do Sul e pela Southern African
Customs Union (SACU) é calculado com base no preço FOB no
país de exportação. Outros impostos É cobrado imposto sobre o valor agregado, para efeitos de receita, sobre bens de luxo: bebidas alcoólicas, cerveja, cigarros/tabaco, automóveis novos; os produtos locais e importados são tratados de forma análoga. O imposto sobre o valor agregado value-added tax (VAT) é de 14% cobrado sobre os bens importados e produzidos localmente, exceto em alguns casos específicos. A valoração de bens importados para efeitos do VAT baseia-se no valor FOB acrescido de 10% mais os direitos aduaneiros não descontáveis. Condições de pagamento Créditos documentários ou
cartas de crédito (Letters of Credit-LC) constituem o meio normal
para realizar o pagamento de importações sul-africanas.
Os grandes grupos tendem a negociar pagamento à vista, enquanto
que as pequenas empresas tendem a operar apoiadas em documentos redigidos
em termos aceitáveis. O pagamento entre 80 e 120 dias após
a aceitação do negócio é o mais comum, mas
os termos podem variar entre 30 e 180 dias. Para encomendas maiores de
bens de capital, normalmente exigem-se prazos mais longos. É aconselhável
fazer o embarque com base em uma carta de crédito. Amostras e material de publicidade A África do Sul aplica o sistema
"Carnet ATA", documento alfandegário, internacionalmente
reconhecido, utilizado para a internação temporária
de produtos destinados a feiras, exposições e eventos similares
e permite a suspensão de direitos e taxas de amostras de produtos.
As mercadorias importadas em base temporária para reexportação
são isentas do controle de importação e os carnês
ATA não podem conferir isenção de direitos às
outras condições de importação ou exportação
temporária. As mercadorias destinadas a processamento não
podem ser importadas sob esse sistema e as importadas ou exportadas sob
o sistema deverão estar devidamente marcadas para efeitos de identificação,
de modo a facilitar a sua passagem pela alfândega. Canais de distribuição A África do Sul proporciona aos fornecedores
estrangeiros várias formas de distribuição e venda.
Incluem a utilização de um agente ou distribuidor; venda
por intermédio de atacadistas ou negociantes estabelecidos; venda
direta às cadeias de lojas de departamentos ou a outros varejistas;
ou criação de uma filial ou subsidiária com a sua
própria equipe de vendas. Cerca de 50% das vendas totais de mercadorias
passam por atacadistas e varejistas antes de chegarem ao consumidor final;
40% das vendas são feitas do fabricante diretamente para o varejista;
5% do atacadista diretamente ao consumidor; e 5% compram do produtor ou
do importador. O país tem população
de 47,4 milhões, o maior PIB da África (US$ 255 bilhões)
e cresceu 5% em 2006. Os investimentos diretos
no país passaram de 4% do PIB em 2002 para 16% em 2007. A estimativa
é que atinjam 25% do PIB em 2010. O comércio externo
do país representa de 45% a 50% do PIB. A maior parte das exportações
sul-africanas está relacionada com mineração. O país é dependente
de importações industriais, como bens de capital e matérias
primas, que perfazem 80% das importações. O segmento dos "Black
Diamonds", como é chamada a classe média negra sul-africana,
cresceu 30% de 2006 para 2007. A estimativa é que
esse grupo consuma US$ 25 bilhões anualmente. Os "Black Diamonds"
colocaram um extra de US$ 7 bilhões na economia no período
2006-2007. Os "Black Diamonds"
são 2,6 milhões do total de 23 milhões de adultos
da população sul-africana O país será
sede da Copa do Mundo de 2010. Os gastos de US$ 3,4 bilhões em infra-estrutura para a Copa do Mundo e o consumo da província de Gauteng (a mais rica do país, onde fica Joanesburgo) - estimados em US$ 3,1 bilhões - serão os motores do desenvolvimento do país nos próximos anos. Brazil-África do Sul O relacionamento comercial entre Brasil e África do Sul está em ascensão. Em 2007, as vendas do Brasil para a África do Sul cresceram 20,46/%, atingindo US$ 1,75 bilhão. Desse total, US$ 1,488 bilhão foram de produtos semimanufaturados ou manufaturados. Já as compras feitas pelo Brasil de produtos sul-africanos tiveram um incremento de 20,1%, somando US$ 522 milhões.
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